Repúdio ao governo Bolsonaro espalha-se pelo mundo: começam a circular nas redes sociais convocações para um boicote a produtos do Brasil por causa do desmatamento na Amazônia. A hashtag #BoycottBrazil se espalha no Twitter. Alemanha e Noruega suspenderam repasses de quase R$ 300 milhões para projetos de conservação da floresta. Mídia estrangeira cobra sanções ao Brasil. França está abandonando acordo entre União Europeia e Mercosul247 - Começam a circular nas redes sociais convocações para um boicote a produtos do Brasil por causa do aumento do desmatamento na Amazônia. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) havia alertado que a destruição em junho cresceu 88% e em julho 278% na comparação com iguais períodos de 2018. A hashtag #BoycottBrazil começa a se espalhar. Usuários do Twitter escrevem coisas do tipo (em inglês).247 - Começam a circular nas redes sociais convocações para um boicote a produtos do Brasil por causa do aumento do desmatamento na Amazônia. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) havia alertado que a destruição em junho cresceu 88% e em julho 278% na comparação com iguais períodos de 2018. A hashtag #BoycottBrazil começa a se espalhar. Usuários do Twitter escrevem coisas do tipo (em inglês).
"Não vou comprar nada do Brasil até que essa loucura acabe. #boicoteoBrasil nem vou assistir a vídeos do Ronaldo no YouTube (I am not going to buy anything from #brazil until this madness stops. #boycottbrazil I´m not even going to watch youtube videos of@Ronaldo)", diz o texto. Os relatos das redes sociais foram publicados na coluna de Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S.Paulo.
Por causa do desmatamento, a Alemanha anunciou a suspensão de quase R$ 155 milhões destinados a projetos de preservação ambiental da Amazônia e a Noruega anunciou o bloqueio de cerca de R$ 133 milhões, destinados ao Fundo Amazônia. A França anunciou nesta sexta (23) que está abandonando acordo entre União Europeia e Mercosul devido à devastação (aqui).
A devastação vem causando perplexidade no exterior. No começo deste mês, o jornal alemão Zeitalertou em sua versão online que Bolsonaro "é um denunciante da mudança climática e duvida que represente uma ameaça à humanidade".
"Recentemente, ele eliminou quase completamente o orçamento de proteção climática. Bolsonaro também é amigo da indústria agrícola. Consequentemente, ele não tentou justificar o aumento do desmatamento desde que assumiu o poder em 1º de janeiro", disse.
A revista Der Spiegel cobrou sanções do Brasil. "A Europa não deve ficar de braços cruzados enquanto um preconceituoso cético da ciência, movido pelo ódio, sacrifica vastas áreas de floresta para pecuaristas e plantações de soja”, disse a revista.